Blue Jasmine – Cate Blanchett e Woody Allen em uma combinação de sucesso

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Fui assistir Blue Jasmine, o novo Woody Allen, sem muita pretensão. De cara, ao som do primeiro jazz, o espectador cativo do diretor já se aconchega na cadeira como quem suspira um “estava com saudades”. Em seguida, cenas do subúrbio de São Francisco e as primeiras notas do que virá a ser uma Cate Blanchett impecável no papel de uma socialite decadente, cujo marido picareta perdeu tudo e a deixou apenas com algumas dúzias de bolsas Louis Vuitton. Cate me lembrou Meryl Streep, primeira grande musa de Allen, com toda sua elegância ao interpretar o que quer que seja sem excessos.

Ao falir completamente, Jasmine é obrigada a deixar sua luxuosa vida em NY para morar com a irmã suburbana, porém feliz. Entre pílulas diversas e doses de martini, ela entra em colapso nervoso, fala sozinha na rua e tenta, sem sucesso, trabalhar em um emprego comum, estudar computação para se formar decoradora pela internet, ir a festas e arrumar um bom partido que sustente suas futilidades.

A trama esbarra em uma dose suave de moralismo, quando mostra claramente que Jasmine é puro interesse, embora tenha lapsos descontrolados de humanidade. Sem lição de vida nem final feliz, Woody Allen retorna com seu humor fino e uma trilha sonora que é puro deleite. Para os apreciadores de um cinema contemplativo, sem esforço.

Vale o ingresso.

*Este post foi escrito em colaboração para a Inspiration Page

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